Não estive na aula do dia três. Mas soube que uma deprê invadiu o soalho da Casa e tocou as entranhas da oficina. Segundo o Darvim, uma confusão de neuroses. O poeta que tb tem as dele, escolheu manter-se calado. Foi nesse instante que bateu oito horas no sino da igreja. O Carlos diria "o tempo continua a nosso favor?"
Lemos Thoreau. E num curto exercício alguém versa que "nada se psicografa, só as palavras que são jogadas ao vento". O Edson nos disse que, quando sai às ruas, uma palavra, uma frase naquele instante e contexto o tocam diferente. Quais palavras tocam o meu circuito? Não sei. Tenho andado muito distraída. O que me toca ultimamente sai de dentro de mim.
Continuamos o Walden e antes de Thoreau dizer "lamento não ser tão sábio quanto o dia em que nasci", alguns inflavam o intelecto tentando discutir coisas que não cabiam no contexto. Chega o paradoxo, paira sobre nossas cabeças rindo de nossa desgraça. Mas a Mõnica diz para deixá-lo onde está, porque até o paradoxo tem lugar na oficina.
Deixá-lo entre nós. Participar de uma oficina que tem no nome a oralidade e ainda assim não abrir mão de permanece calada. Poisé é, que o paradoxo continue dançando entre as grades do piso superior.