8 de novembro de 2007

porque não um poema?


Talvez fosse essa a loucura dos dias quentes, um suor distraído cai aos sábados e você nem repara. Procurei os domingos de setembro, mas havia um tom cinza nas nuvens quando olhava o céu da varanda e escrevia versos rotos na penumbra que era uma certa coisa de medo. Escuro no abismo, minha selva era agosto. No último, tornei-me cão uivando na soleira do abismo num balanço carcomido e ainda acredito em Deus. Meu ventre de pedra deu à luz uma vontade. Paradoxos. Talvez fosse essa a loucura...



(o mais cacoete de todos)