Conhecemos um garçom argentino que nos rendeu história. Para
finalizar o campo, A Juliana, a Andreia e eu decidimos voltar para perto do
trem de saída que meu pé estava inchado por conta de uma mordida estranha de um
inseto estranho na noite anterior. No bar ao lado estavam o Jefferson, o Fábio
e a Bete... Pelo que entendi, o campo havia terminado, mas no fundo sabíamos
que o professor não ia gostar de nos ver bebendo. Acontece que o papo com o garçom rendeu tempo e cerveja, e bebemos, conversamos, falamos da Argentina, falamos de futebol e o tempo nos perdemos no tempo rendido até que os professores chegaram. Por um instante o
Jonas pareceu o cão. Ficou de longe junto aos outros professores cada um com a cara pior que o outro, um soltando fogo, outro jogando lenha. Voltamos para o hotel e fomos chamados de lado para a
comida, mas como “quando um não quer, dois não brigam” pedimos desculpas, não
queríamos ter causado transtorno num campo sabendo que outros campos já
renderam o que falar (já havia sugerido isso aos colegas porque conhecia bem
onde o calo do Jonas apertava). Cara de arrependidos. Cara de quem não faria
mais aquilo. Acabou tudo bem.
Ah! O garçom. O garçom era torcedor do River Plate e corintiano provisório por causa do título do Corinthians na Libertadores contra o Boca Juniors. Falou de futebol, falou da vida. Segue um pequeno vídeo.